Não há amigo tão leal quanto um livro.
Ernest Hemingway
Bem, por onde começar?
Devo admitir que ainda não acostumei com a ideia de estar lendo um livro que pertenceu a uma pessoa que eu não faço ideia de quem seja. Tive um cuidado a mais com esse livro, como não botar a mão no rosto ou na boca enquanto lia. É, pode ter sido exagero meu, mas eu também não sei se o livro ficou no chão ou em alguma prateleira suja no sebo... Enfim, o importante é que eu li, certo?
Um encontro arrebatador – Barbara Cartland
Quando o marquês de Wynstanton pôs a mão na cintura de Flora Romilly para colocá-la sobre a sela do cavalo, ela pensou eu fosse desfalecer. Era a primeira vez que um homem a tocava de maneira tão carinhosa e ao mesmo tempo tão sensual. Flora sabia que não deveria se rendera aos encantos do marquês. Eles precisava cumprir sua missão, e aquele homem não poderia nunca fazer parte de sua vida!
O livro conta a história do marquês Ivor de Wynstanton, que depois de passar muito tempo viajando, ao voltar para Londres vira amante da bela e viúva Locadi Marshall. Logo no começo do livro, Ivor acha um talismã em suas roupas. Certo que a responsável por aquilo é Locadi, Ivor decidi sair de Londres e voltar para o seu castelo.
Chegando lá, ele descobre que muitos dos seus empregados foram mandados embora, enquanto outros praticamente estão passando fome. O seu administrador, supostamente confiável, era o responsável por todas as dificuldades que seus empregados e o povo do vilarejo estavam passando, mas deixava a entender para os outros que apenas estava seguindo ordens do marquês.
É nesse clima de raiva e desespero que Ivor conhece a feiticeira branca, Flora Romilly. Depois de um primeiro momento cheio de mágoas, Flora ao descobrir que Ivor não é o responsável pelo sofrimento de seu povo e que quer reparar os erros que seu antigo administrador fez, Flora decidi ajudá-lo na tarefa de conquistar a confiança e o respeito novamente de seus antigos empregados. Quanto mais tempo passam juntos, mais vão se conhecendo, mas a chegada surpresa de Locadi pode atrapalhar tudo.
A princípio achei a historio um tanto fraca, mas depois me rendi. Mas sabe quando você está lendo algo e sente as coisas acontecendo muito rápido? Pois é, esse livro é desse jeito.
Já sabia da fama da Nova Cultural (assim como também da Harlequim) em fazer cortes na história de seus livros, mas mesmo sabendo disso fiquei surpresa ao perceber o QUANTO este livro foi cortado. Simplesmente o final da história, a meu ver, ficou beirando ao ridículo, porque o texto não seguia para aquele rumo.
Dei uma procurada na internet e descobri que esse livro, em inglês, tem 228 páginas, mas a versão em português da Nova Cultural tem apenas 123 páginas. Por mas que na hora de traduzir um livro ele não fique com a quantidade exata do original, ele também não iria perder 105 páginas!
Também senti falta do romance histórico em si. Acho que tirando o fato do Ivor ser uma marquês, ter um castelo e muitos empregados, esse livro (ou será a tradução?!) não explorou o lado da história, dos costumes e das maneiras.
Ah, e não vou nem falar da linguagem totalmente coloquial desse texto. Esse foi um ponto que realmente me irritou porque senti que estavam agredindo minha inteligência botando um personagem que vive no século XIX falando “pessoal”, mas tudo bem, dessa vez passa.
Não é um livro fácil de se achar, mas eu encontrei versões online em inglês. Mas sinceramente? Não é um livro que eu recomendaria.





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