Semana 12

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Nunca confie em ninguém que não trouxe um livro consigo.
Lemony Snicket
Candace Camp me surpreendeu.
Tenho que admitir que nunca levei a sério livros de banca. Eu sempre via vendendo, mas eles me passavam uma imagem negativa e nem me dava ao trabalho de olhar o resumo do livro. Por exemplo, o que você pensaria ao ver um livro chamado Relação Perigosa (da Candade Camp também!) com uma capa como aquela? Sim, eu sempre julguei um livro pela capa e sinceramente nunca gostei de livros que estampam uma foto como capa, exceto aquelas que é apenas uma parte do corpo, porque acho muito feio! Prefiro as capas com imagens relacionadas ao livro ou quando é desenhado. Mas isso sou eu! Muitas pessoas nem ligam para isso.
Bem, e para terminar essa leva de livros de banca, ficou por último Audácia da Candace Camp, que eu não gostei da capa, por isso resolvi começar a falar sobre isso no post.
MAS fora a capa e alguns erros de gramática no livro (esse tem muito menos, ler Sawyer da Lori Foster é que foi tenso!) a história é muito boa e não tenho do que reclamar!
Surpreendeu-me a temática do livro, porque nunca esperei que fossem abordar um tema tão pesado em um romance desse tipo. Mas ao mesmo tempo em que o assunto é polêmico, a autora não o transformou em um enorme trauma, obrigando a mocinha a sofrer por isso do início a fim. Não, acho que Candace Camp conseguiu tratar do assunto na dose certa, sem retratar a nossa protagonista como uma donzela chorosa e traumatizada, ela tem problemas é claro, mas os problemas não a mudaram, mas estão presentes nela. Tanto que depois ela consegue superar tudo e viver a vida feliz!



Ela ousava amar de verdade
Angela Stanhope acreditva no amor. Após ser arrancada dos braços de Cameron Monroe, o homem a quem confiara seu coração, ela foi jogada às garras do cruel e impiedoso lorde Dunstan, o escolhido do seu avô para desposá-la. Decidida a fazer valer seus sentimentos e não os desejos insanos do patriarca dos Stanhope, ela o desfiou, mas cedeu a uma ardilosa chantagem para proteger seu amado.

Ela estava decidido a duelar com o destino.
Cameron jamais se esqueceu da humilhação que sofreu. Após 15 anos, ele retorna à propriedade dos Stanhope para um ajuste de contas. Afinal, tornou-se um homem rico e poderoso, com recursos ilimitados para destruir a família que o renegou. E ele tem somente uma exigência: que Angela se torne sua esposa.
Como fica claro, Cameron volta na esperança de se vingar de todos, mas o avô da Angela já morreu e acaba sobrando para a própria Angela e para o irmão dela sofrerem em seu lugar. Achei que a história dela casar ou não ia se prolongar, como Até você chegar da Judith Mcnaught, mas essa parte é resolvida em poucas páginas.
O modo como Cameron encontrou para ajudar a Angela a superar seus traumas me surpreendeu porque eu nunca que teria pensado nisso. Sério! Achei muito legal e válido!
Um assunto que achei que não ia para frente foi a questão de saber quem é o pai do Cameron. Achei isso tão irrelevante que até me irritei quando vi que a autora ia insistir nisso. Cheguei a pensar que Angela poderia ser de alguma forma parente dele, mas ainda bem que não, né?
Para finalizar, não curti tanto o final. Sei lá, eu sempre acho que esses livros acabam do nada. Tem todo um drama durante o livro, para no final, eles resolverem tudo em duas páginas! Eu, particularmente, não curto muito. Mas também acho que é porque fiquei mal acostumada com os livros da Judith Mcnaught, que ela explora todos os conflitos possíveis e imaginários em um livro. Tanto que quando você vai ler outro livro dela, você para e pensa: “O que ela pode escrever se ela já usou todas as tramas nos livros anteriores”?!? Pois é, autor talentoso é autor talentoso!
Mas tirando alguns pontos, gostei muito de conhecer algumas obras da Candace Camp e a partir de agora, pretendo acompanhar o trabalho dela. Assim como também gostei muito da Lori Foster e da Michelle Willingham com seus respectivos livros.
Falando em Lori Foster, queria muito comprar o restante da coleção Os irmãos Buckhorn, mas no momento não rola mais. Percebi que estava gastando um dinheiro em livros, dinheiro esse que eu não posso gastar! Então, pelo menos esse mês, eu pretendo manter meu cartão de crédito bem guardadinho e longe de mim. Porque para ler um livro você não precisa necessariamente comprar um. Cansei de ir para a Saraiva e ler um livro sentada lá, ou ir para a biblioteca e ler peças de Nelson Rodrigues ou até mesmo pedir um livro emprestado.
Falando em livro emprestado, peguei Game of Thrones em inglês com uma amiga do trabalho. Confesso que estou enrolando nele, porque eu fico lembrando que já vi aquilo na série e acabo largando ele e lendo outro. Acho que estou assim já umas três semanas. Mas quando eu finalmente acabar, venho fazer a resenha dele.
Resumindo, não devo ler romances de banca por um tempo e provavelmente daqui a umas semanas serei obrigada a pedir emprestado a minha irmã mais velha algum livro para ler.


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